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Mini Gourmets

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Escolher o cardápio ideal para o casamento ou qualquer outra celebração não é uma tarefa fácil. Muitas vezes, os noivos ficam super indecisos, tamanho o leque de opções de menus que os Buffets oferecem. Mesmo assim, a maioria dos anfitriões opta por um menu tradicional, que consiste, geralmente em um welcome cocktail com  canapés frios e quentes,  seguido de jantar  ou opções de pratos quentes e do concorridíssimo buffet de sobremesas.

Mas a cada dia, os Buffets buscam a inovação e a ousadia na prestação de seus serviços, buscando a supremacia no fornecimento de serviços altamente personalizados, que se adéquem ao paladar, preferências, intenções e orçamento do cliente. Por isso, que tal fugir do óbvio e propor algo diferente para seus convidados?

E uma ótima opção para surpreender seus convidados e deixá-los ainda mais confortáveis para desfrutar da festa é servir os pratos mini gourmets. Com uma aparência muito elegante por serem servidos em mini porções em recipientes delicados, permitem uma variedade maior a ser servida e os convidados podem degustar um pouco de cada item do cardápio escolhido, da entrada à sobremesa, passando pelos pratos quentes.

Afim de atingir esse objetivo, o Luzzia Buffet oferece uma seleção maravilhosa de opções de pratos mini gourmets que vão muito além do tradicional, para que você  possa arrasar no quesito criatividade em seu casamento  ou celebração e surpreenda todos os seus convidados.

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Aceita um Chocolate?

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Assim como o macarrão, o chocolate é uma iguaria extremamente versátil, mundialmente apreciada e utilizada e de grande aceitação. Sem falar que é item indispensável em qualquer celebração.

O nome chocolate vem do grego “Theobroma”, que quer dizer “alimento dos deuses”. Este nome foi dado por Carlos Linnaeus, um botânico sueco que conhecia a trajetória do chocolate através da história dos povos.

Tudo começou há séculos atrás, com as civilizações asteca e maia, mais precisamente no México e na Guatemala. No México, os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl. Ele personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu para o povo as sementes de cacau, que também servia como moeda para este povo. Eles festejavam as colheitas, oferecendo às vítimas de sacrifícios taças de chocolate.

Então um dia, diz a lenda, Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem – a Terra do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano de “um cunho”, que ocorria uma vez a cada ciclo de 52 anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas. Enquanto isso, por volta de 600 a.c., os maias, que também conheciam o chocolate, estabeleciam as primeiras plantações de cacau em Yucatan e na Guatemala. Considerados importantes comerciantes na América Central, eles aumentaram mais ainda suas riquezas com as colheitas de cacau. Dele se obtinha uma bebida fria e espumante, chamada “tchocolath”. O valor do cacau também estava em suas sementes. Elas eram as moedas.

Quando Cristóvão Colombo chegou à América provou o chocolate e o levou para a Europa. O “tchocolath” não era a bebida agradável de hoje. Era bastante amarga e apimentada. As tribos da América Central geralmente o preparavam misturando com vinho ou com um purê de milho fermentado, adicionado com especiarias, pimentão e pimenta. Naquela época, o chocolate era reservado apenas aos governantes e soldados, pois acreditava – se que, além de possuir poderes afrodisíacos, ele dava força e vigor àqueles que o bebiam.

Mais tarde foi Cortez quem pisou naquelas terras e, sem dúvida, ficou muito impressionado com a mística que envolvia o chocolate e mais ainda com o seu uso corrente. Assim, com o intuito de gerar riquezas para o tesouro de seu país, ele estabelece uma plantação de cacau para o rei Carlos V, da Espanha. E, como bom negociante, começa a trocar as sementes de cacau por ouro, um metal indiferente àqueles povos. Os espanhóis aos poucos se acostumavam com o chocolate e, para atenuar o seu amargor, diminuíam a proporção de especiarias e o adoçavam com mel. Já o rei Carlos V tinha o hábito de tomá-lo com açúcar.

Rapidamente, o chocolate se espalha entre a família real e os nobres da corte espanhola. Cortez levara para a Espanha todo o conhecimento daquelas tribos primitivas de como lidar com o cacau e preparar o chocolate. Sabia como colher, retirar as sementes dos frutos e depois espalhá-las ao sol para fermentar e secar. Sabia também que elas deviam ser assadas sobre o fogo e depois esmagadas em uma gamela de pedra, até se obter uma pasta aromática, a qual era misturada com água para se chegar à bebida.

Na Espanha, as cozinhas dos mosteiros serviam como local de experiência para o aprimoramento do chocolate e a criação de novas receitas. Os monges aperfeiçoaram o sistema de torrefação e a moenda do chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões aristocráticos.

Durante todo o século XVI, porém, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. No entanto, seus planos foram por água abaixo em meados do século XVII, quando começaram a vazar as primeiras informações sobre o chocolate.

Já em 1657, surge em Londres a primeira loja de chocolate. Em 1660, o filho de Ana da Áustria, Luís XIV, que subira ao trono, casa-se com outra princesa espanhola, Maria Teresa. Esta segunda união ibérica acaba firmando de vez o domínio de chocolate na França. A corte comentava que Maria Teresa, uma esposa devotada, tinha duas paixões: o rei e o chocolate.
Enquanto a monarquia solidificava o hábito de consumir chocolate na França, outros países também começavam a se interessar por ele e a procurar pela sua própria fonte de suprimento. O governo espanhol mantivera o comércio de chocolate fechado até o século XVI. E, para sustentar o seu monopólio, estabelecera taxas pesadas de importação, de forma que ele permanecesse ainda durante muito tempo uma bebida apenas das classes privilegiadas. Como se não bastasse, os estoques de sementes de cacau da Espanha eram limitados.

Em 1765, um médico, James Barker de Dorchester, se associa a um fabricante de chocolate recém-chegado da Irlanda, John Honnon, e funda a primeira fábrica de chocolate dos EUA: a Companhia Barker. Naquela época, o chocolate já podia ser consumido temperado com cravo ou almíscar, dissolvido em vinho ou leite quente e adoçado com açúcar. Ele começa a ser aperfeiçoado e surgem novidades.

Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suíços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começa a fazer chocolate misturado com avelãs moídas. Em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventaram o chocolate ao leite.
Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial, determinando o fim da expansão das indústrias chocolateiras. São feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passam a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço, pois além de bastante energético, mantém a temperatura do corpo estável, mas a experiência não dá muito resultado. Para cumprir o papel de ração de emergência, o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido.
Em 1945, fim da segunda guerra e com ela as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. A lavoura cacaueira começa a se expandir na Bahia no século XVIII. A partir de 1954 instalam-se no Estado de São Paulo as primeiras plantações. Hoje, o Brasil ocupa a posição de sexto maior produtor mundial de cacau.

Os benefícios do chocolate
O chocolate se tornou um alimento muito popular no mundo inteiro e muito se tem discutido sobre suas propriedades.
Muitos afirmam que o chocolate não traz benefício nenhum, pois além de ser muito rico em gorduras e açúcares simples, também possui alcalóides teobromina, e cafeína, substância presente no café e chá preto, que causa irritabilidade e aceleração no metabolismo. Mas por este mesmo motivo, o chocolate foi muito utilizado durante guerras para os soldados não perderem a temperatura corporal durante a noite e dias muito frios.

O chocolate também é rico em substâncias aromáticas que lhe são acrescidas para dar sabor e cheiro característico. O cacau é uma boa fonte de ferro. Mas por ser de valor calórico e de lipídeos muito alto, seu consumo deve ser moderado.

Fonte: ABAGA

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Prosecco ou espumante?

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Você sabe qual é a diferença?

Vejamos primeiro, as semelhanças: genericamente, todos eles são o resultado do ”aprisionamento” do vinho ainda em fase de fermentação, com muito gás carbônico dentro da garrafa. Daí a denominação universal de espumantes, em suas diversas traduções: sparkling, em inglês, cava, em espanhol, sekt, em alemão e mousseux em francês.

Outros pontos em comum: todos são vinhos hospedados em garrafas espessas, por causa da efervescência (a pressão dentro delas atinge níveis de 5 a 6 atmosferas, iguais a um pneu de caminhão) e vedados por rolhas grossas, por sua vez protegidas por gaiolas de arame ou de ferro. E podem ser tomados como um drinque – a qualquer hora ”normal” – ou para acompanhar o mesmo tipo de pratos: sushis, ostras, caviar, salmão, canapés frios e tartar.

E, agora, as diferenças, sendo que a mais significativa é que todo Prosecco é espumante, mas nem todo espumante é Prosecco.
E por quê? Porque o Prosecco legítimo é produzido a partir de uma uva só, (varietal) do mesmo nome, originária do Vêneto. É um espumante consumido há mais de 100 anos na Itália, primeiro conhecido como frizzantin, que virou moda lá pelos anos 60, quando começou a ser servido nos barzinhos que circundam a Praça de São Marcos, em Veneza. Às vezes é misturado com suco de morango (prosecco con fragola) tomado mais por mulheres. É um vinho banal, com honrosas exceções, como o Fae Wisco, o Casa Bianca e outros da região de Valdobbiadene.

Pergunta: então por que cargas d’água ele aterrizou no Brasil e se instalou como parente?  Jogada de marketing, senhores. E estupenda.

Acompanhem: por volta de 1998/99, algum gênio sacou que estava se aproximando o réveillon do milênio e, obviamente, o preço do champagne (Observação: champagne é masculino e dizer champagne francês é pleonasmo).
iria voar para os cornos da luaVoltemos ao gênio que tomou, então, a seguinte providência: abarrotou o mercado brasileiro de um produto inédito, fácil de memorizar, com preço competitivo, distribuição horizontal e… com ”cara de champagne”. Acertou no milhar. Milhares de garrafas foram vendidas, não só naquele fim de ano, mas até hoje. Resumo da tarantella: além dos importados, já se fabrica Prosecco na serra gaúcha, ora só com a própria uva, ora com o ”corte” de outra espécie, como a Moscato, para fazer um frisante mais doce.

Passemos agora aos espumantes. É um vinho fabricado da mesma forma que se fabrica um vinho branco tranqüilo, ao qual se acrescenta uma mistura chamada liqueur de tirage, formada de açúcar de cana e de leveduras diluídas. A adição desse componente é que vai produzir uma segunda fermentação no vinho base, que pode ocorrer dentro da garrafa (método champenoise) ou dentro de cubas de aço inoxidável (método charmat). Esta segunda fermentação será a responsável pelo acréscimo do gás carbônico, característica de um vinho espumante. No Brasil, a quase totalidade dos espumantes é fabricada pelo método charmat, porque o champenoise é muito caro. Mas é aqui que se estabelece a diferença essencial entre o Prosecco que, como dissemos, é feito de um único tipo de uva e os bons espumantes, que podem ser feitos com o blend de até duas uvas tintas e uma branca. Por isso, é um produto (os melhores) elaborado como se elabora um champagne – só que sem a certidão de nascimento lavrada em Épernay ou Reims (se pronuncia rãns), mas não à provençal…

Em geral, o espumante é produzido a partir das cepas Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay, Pinot Blanc, Pinot Noir e outras que dão origem aos vinhos brancos de cada região. Deve ser bebido jovem, à temperatura de 8 a 10ºC.
As marcas mais conhecidas na Europa são o Asti Spumante, o Franciacorta, o Ferrari e o Villa Mazzucheri, rosé, na Itália; o Crémant d’Alsace, o Blanc des Blancs e o Blanc des Noirs, na França; as cavas Freixenet, Codorniú e Juvé & Camps, na Espanha; o Baga do Luiz Pato, rosé, o Raposeira e o Loridos, em Portugal; o Roederer Estate de Anderson Valley, o Iron Horse Russian Cuvée (que nome!) e o Gloria Ferrer, ambos de Sonoma County.

No Brasil, temos muito bons espumantes, como o Chandon (o Excellence é excelente!), o Salton, o Dal Pizzol, o Marson, o Dom Laurindo, o Lovara e o Miolo, além do novo rosé Adolfo Lona, produzido pela Aurora a partir de um assemblage de uvas Chardonnay e Pinot Noir. Aliás, se algum presidente quisesse entrar para a história do vinho no Brasil (como lá atrás o Getúlio ensaiou) era só dar força ao espumante. A gente ia bater rapidinho nos nossos hermanos do continente.

Os Espuamantes devem ser servidos à temperatura de 6º a 10º C, dependendo do seu momento. Até porque vinho, qualquer vinho, merece que a gente o prove, questione, compare. E nenhum artigo deve substituir a descoberta pessoal de cada um ao degustar um vinho.
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Fonte: Jornal Hoje em Dia, 27/04/2007
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